terça-feira, 24 de novembro de 2009

SARAMAGO E CAIM



FERNANDO HENRIQUE DE PASSOS



Gerou-se um grande chinfrim,
Um alarido danado,
Por causa de um tal Caim,
Livro agora publicado.

O autor, o Saramago,
Odeia a religião.
Quem fala assim não é gago?
Pior que gago, é vilão!

Ataca, fere e insulta
Quem é nosso Criador.
Não há aí uma multa
P’ra tanta raiva e rancor?

Mas Deus, nosso Grande Amigo,
Vai perdoar ao malvado,
Que só terá um “castigo”:
A eternidade a Seu lado.

Nota:Fernando Henrique de Passos é Português da cidade de Queluz , Concelho de Sintra. Matemático, Físico e Poeta , ao lado da escritora e esposa Teresa Passos, admnistra o site Harmonia do Mundo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

AMIGOS







VINICÍUS DE MORAIS


Eu talvez não tenha muitos amigos.

Mas os que eu tenho são os melhores

que alguém poderia ter.


Além disso tenho sorte,

 porque os amigos que tenho têm muitos

amigos e os dividem comigo.


Assim o meu número de amigos sempre

aumenta, já que eu sempre ganho

amigos dos meus amigos.


Foi assim aqui, uns eu ganhei há tempos,

outros são mais recentes.


E quem os deu não ficou sem eles,

pois a amizade pode sempre ser

dividida sem nunca diminuir

ou enfraquecer.

Pelo contrário, quanto mais dividida,

mais ela aumenta.


E há mais vantagens na amizade:

é uma das poucas coisas que não

custam nada e valem muito,

embora não sejam vendáveis.


Entretanto, é preciso que se cuide um

pouco das amizades. As mais recentes,

por exemplo, precisam de alguns cuidados.

Poucos, é verdade, mas indispensáveis.


É preciso mantê-los com um

certo calor,falar com eles mais

amiúde e no início, com muito jeito.


Com o tempo eles crescem, ficam

fortes e até suportam alguns trancos.


Os mais antigos, já sólidos, não exigem

muito, são como as mudas das plantas,

que depois de enraizadas, parecem

poder viver sem cuidados, porém não

podem jamais ser esquecidas.


Algo é preciso para mantê-las vivas.


Prezo muito minhas amizades e

reservo sempre um canto no

meu peito para elas.


E, sempre que surge a ocasião, também

não perco a oportunidade de dar um

amigo a um amigo, da mesma forma

que eu ganhei vocês.


E não adiantam as despedidas.

De um amigo ninguém se livra fácil.

A amizade além de contagiosa

é totalmente incurável.



Gentilmente enviado por Valdirene Soares

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O PENSADOR




Deparei-me com Agostinho da Silva
Estático, fotográfico, pensativo
Sentado nas pedras que contornavam o rio.
Murmurei pelos fios dos cabelos:
Não te assustes
Às vezes ,
Entro nas paredes e vago nas sombras
Sorvo dos poetas o perfume
Dos filósofos o pensamento
Dos anjos a candura:
Não tenho culpa de tua alma trifásica.
Te vi lá da outra margem do rio e vim.
A tinta manchava o casco do barco e os remos
O vento derramava teus versos nas folhas das árvores.

Agostinho olhava a tarde.
Beijei-lhe o rosto , as mãos áspera de areia e folha.
O silêncio era eco na mudez das pedras
Quando li seus versos.
As palavras batiam nas paredes úmidas
E observei um delicado movimento dos ombros:
Ele ouvia.
Quando findei a leitura
Indicou-me a porta de saída.

Luísa Ataíde

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